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A UPA de Araguaína possui protocolo de atendimento para os casos suspeitos de sarampo e alerta a população sobre sintomas específicos para investigação e diagnóstico
Os casos de sarampo confirmados no Tocantins e o aumento das notificações levaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguaína a implantar novos protocolos para classificar e direcionar as condutas para atendimento de casos suspeitos da doença.
Portanto, é importante que a população também tenha conhecimento do conjunto de sintomas associados que possam caracterizar um quadro suspeito da doença, conforme explica o Dr. João Paulo Suleiman, coordenador médico da UPA de Araguaína.
“Antes de tudo, devemos saber que o sarampo é uma doença causada por um vírus, com um potencial de contágio altíssimo, que pode ser confundida com quadros gripais, por exemplo”, destaca.
O médico recomenda que o paciente observe a evolução dos sintomas juntamente com a análise do histórico de viagens e contato com locais e pessoas que testaram positivo para a doença. “Em geral, nos casos de sarampo, as manchas pelo corpo aparecem após o início da febre, tosse e coriza. É o sinal claro e mais sugestivo para a doença, clinicamente”, pontua.
O coordenador esclarece ainda que, se um paciente que apresenta esses sintomas iniciais tem clareza da possibilidade de ser sarampo, fica mais fácil a contenção da transmissão e o direcionamento para o tratamento e início do processo de investigação.
“As pessoas têm uma tendência a negar o possível diagnóstico pela vergonha e o nível de isolamento que aquilo pode apresentar, mas é extremamente importante a consciência de que, se ele esteve em lugares com relato de confirmação de casos ou em contato com pessoas que positivaram para o sarampo, e logo após iniciou os sintomas acima relatados, isso já suficiente para se buscar uma autoridade de saúde para investigação”, reforça o Dr. Suleiman.
Fase de manchas e sintomas não tão óbvios
Suleiman diz que a transmissão acontece antes mesmo do início de qualquer sintoma e que as manchas aparecem de 3 a 5 dias após o começo da febre. A doença também pode causar conjuntivite e manchas brancas pela boca. “Estes últimos não são comuns, mas não são descartados”.
O médico finaliza as orientações assegurando que os protocolos da UPA para atendimentos suspeitos visam proteger todos os demais pacientes e profissionais de saúde, e que até o momento nenhum paciente se apresentou com possível caso de sarampo na unidade.



