Buscar atendimento no PAI para ocorrências envolvendo animais pode atrasar a assistência adequada, que deve ser feita com urgência em uma unidade especializada
Os acidentes com animais peçonhentos são um risco, especialmente em crianças. Já no caso das mordeduras de cães, gatos, ratos, morcegos e macacos, o risco de transmissão do vírus da raiva é real. E em todas essas suspeitas, a procura por atendimento de urgência deve ser rápida. Mas onde buscar o atendimento especializado?
A orientação para os pais e responsáveis, de acordo com a Dra. Kaoma Vaz, coordenadora do corpo clínico do Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Araguaína, sob gestão do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), é procurar o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) o mais breve possível.
“O ideal é que essa família já se direcione para a unidade correta a fim de não perder tempo de atendimento, pois são casos que precisam de avaliação médica com urgência. Entretanto, caso venha ao PAI, nossa equipe é instruída a fazer o atendimento inicial e passar as informações corretas da forma mais rápida possível”, esclarece.
Ainda segundo a médica, o atendimento no HDT dispensa qualquer tipo de encaminhamento, pois se trata de uma unidade de saúde do tipo porta aberta para esses casos.
“Quanto mais informações a família tiver sobre como agir nestas situações, mais vidas estaremos salvando. Acidentes dessa natureza têm sido muito recorrentes e os protocolos e medicações para manejo clínico estão disponíveis na unidade especializada”, reforça a especialista.
Não espere para buscar ajuda médica
De acordo com o Dr. Tobias Garcez, infectologista das unidades do ISAC em Araguaína, o ideal é que a busca pelo atendimento de urgência seja a primeira coisa a se fazer.
“Não espere para ver o que vai acontecer. Apenas lave o local com água e sabão neutro, se possível faça foto do animal peçonhento, em casos de picadas, e, nos casos de mordedura, identifique o animal para melhor direcionamento do protocolo médico”, orienta.
O médico ressalta que ir a um hospital especializado é fundamental para uma melhor evolução do tratamento e reforça que a informação salva vidas. “Picadas de cobras e escorpiões podem ser fatais e quanto mais rápido for o atendimento adequado, maiores são as chances de socorrer o paciente adequadamente”, conclui.



