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Os órgãos captados – um fígado e dois rins – foram destinados para transplantes em Fortaleza, no Ceará. A ação mobilizou multiprofissionais do HRCR e HGV.
O Hospital Regional Chagas Rodrigues (HRCR), em Piripiri, realizou a primeira captação de órgãos da unidade: um fígado e dois rins de um paciente que teve morte encefálica constatada. A captação foi realizada no dia 24 e os órgãos foram destinados a transplantes na cidade de Fortaleza, no Ceará.
A ação mobilizou equipes multiprofissionais do HRCR, sob gestão do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), e do Hospital Getúlio Vargas (HGV), seguindo rigorosamente todos os protocolos técnicos e éticos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), gerido pelo Ministério da Saúde.
A iniciativa marca um momento histórico para a instituição e reforça o compromisso do hospital com a segurança do paciente, a humanização do cuidado e a excelência assistencial.
“A descentralização da captação de múltiplos órgãos para fora da capital demonstra o compromisso do Governo do Piauí em levar serviços de ponta para mais perto da população, ampliando a possibilidade de salvar vidas”, destaca Dirceu Campêlo, superintendente da Rede de Média e Alta Complexidade da Sesapi. “Este ano, vamos trabalhar para que mais hospitais do nosso estado estejam aptos a realizar esse procedimento”, acrescenta.
Para a Dra. Nathalia Portela, diretora técnica do HRCR, o momento representa um avanço significativo para a instituição. “A realização da primeira captação de órgãos no HRCR é um marco para a nossa unidade. Demonstra a capacidade técnica das nossas equipes e o compromisso com a vida, oferecendo esperança a pacientes que aguardam por um transplante”, afirma.
Esperança e solidariedade
Mais do que um procedimento técnico, a captação de órgãos representa um dos momentos mais sensíveis e humanos da medicina. Isso porque, de acordo com a legislação brasileira, embora a pessoa manifeste o desejo de doar os órgãos, em caso de morte, a palavra final é da família.
“Mesmo em meio à dor do luto, a família doadora tomou a decisão de transformar a perda em esperança, permitindo que outras pessoas tivessem uma nova chance de viver”, enfatiza Lourdes Veras, coordenadora da Central Estadual de Transplantes. “Esse ‘sim’ dado pelos familiares à doação de órgãos reacende a esperança de muitos que estão na fila de espera”, pontua.
O significado desse gesto de solidariedade também foi ressaltado pelo Dr. Gutemberg Soares, coordenador médico do HRCR. “A captação de órgãos é o momento em que a dor se transforma em esperança. Mesmo vivendo o luto, a família teve a grandeza de decidir pela doação, salvando outras vidas. Assim, a perda de um ente querido deu lugar a um gesto de amor ao próximo, que merece todo o nosso respeito e reconhecimento”, enfatiza.
A iniciativa consolida o Hospital Regional Chagas Rodrigues como uma unidade preparada para contribuir ativamente com a política de doação e transplantes, reforçando a importância da conscientização sobre a doação de órgãos como um ato de solidariedade capaz de salvar vidas.



