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Considerada um marco no cuidado intensivo moderno, a atuação do profissional fisioterapeuta nas UTIs promove uma evolução clínica mais rápida, segura e humanizada
A presença de um fisioterapeuta em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é essencial no cuidado aos pacientes críticos. E no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, o serviço de fisioterapia desempenha um papel fundamental na recuperação funcional e respiratória desses pacientes.
A UTI do HEDA, gerida pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), conta com 10 leitos, além de um leito de isolamento respiratório. Já a assistência fisioterapêutica é prestada 24 horas por dia, com acompanhamento contínuo e individualizado, assegurando intervenções rápidas e eficazes conforme a necessidade de cada paciente.
Isso porque a atuação da equipe vai além do ajuste dos parâmetros ventilatórios, abrangendo também a prevenção da fraqueza muscular adquirida na UTI, condição que impacta diretamente na mortalidade e na funcionalidade dos pacientes, como explica a fisioterapeuta Renata Fortes.
“A fisioterapia atua de forma ativa, retirando os pacientes do leito e promovendo reabilitação precoce. Utilizamos equipamentos como cicloergômetros, caneleiras, halteres e prancha ortostática com o objetivo de minimizar as consequências da imobilidade e acelerar sua recuperação”, pontua.
A atuação dos fisioterapeutas nesse ambiente também é considerada um marco no cuidado intensivo moderno, determinante para a evolução clínica e funcional dos pacientes, segundo afirma Giuseppe Rodrigues, coordenador da UTI do HEDA.
“A mobilização precoce, a reabilitação funcional e o suporte respiratório especializado promovem uma recuperação mais rápida, assim como reduzem as complicações e melhoram a qualidade de vida após a alta hospitalar”, reforça.
Para isso, o serviço de fisioterapia intensiva segue protocolos rigorosos e um cronograma de reavaliações contínuas. “Essa atuação integrada e constante da equipe garante mais segurança e resultados expressivos na recuperação dos pacientes críticos”, complementa o Dr. Carlos Teixeira, diretor técnico do HEDA.
O trabalho desenvolvido pelos fisioterapeutas do HEDA reforça o compromisso do hospital com uma assistência humanizada, qualificada e centrada no paciente, evidenciando a importância da fisioterapia no contexto da terapia intensiva moderna.
Pesquisa em parceria com a UFDPar
A UTI é um setor hospitalar destinado ao atendimento de pessoas que necessitam de monitoramento contínuo e suporte avançado à vida. Nesse ambiente, o cuidado é realizado de forma integrada por uma equipe multiprofissional composta por fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, nutricionistas e vários outros profissionais atuando de forma coordenada para oferecer assistência integral.
Entre as práticas inovadoras implementadas na UTI do HEDA está a participação em um projeto de pesquisa clínica que investiga os efeitos do ortostatismo, que é a capacidade de ficar em pé, em pacientes internados na UTI e que fazem uso da prancha ortostática, que os auxilia a permanecerem eretos.
O estudo, intitulado “Efeitos do ortostatismo em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva: ensaio clínico”, é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e integra um programa de mestrado e doutorado.
A pesquisa busca avaliar como a verticalização precoce influencia os sinais vitais, a força muscular e o tempo de permanência na UTI. “A ideia é demonstrar que, com a utilização da prancha ortostática, conseguimos reduzir o tempo de internação e as sequelas após o tratamento intensivo”, revela Renata Fortes.



