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A UPA de Araguaína recomenda comportamentos preventivos para evitar os focos de mosquito, alerta para os sintomas de agravamento da doença e quando buscar a urgência. (Foto: Freepik)

Período das chuvas demanda cuidados para prevenir o Aedes Aegypti e a dengue

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A UPA de Araguaína recomenda comportamentos preventivos para evitar os focos de mosquito, alerta para os sintomas de agravamento da doença e quando buscar a urgência

Em Araguaína, após um período extenso de calor e estiagem, a população espera as primeiras chuvas do final de setembro e início de outubro. Mas além de refrescar o clima, o início do período chuvoso também acende um alerta sobre o surgimento de criadouros do mosquito Aedes Aegypti, que transmite os vírus da dengue, zika e chikungunya. 

Segundo o Dr. Tobias Garcez, médico infectologista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Anatólio Dias Carneiro, gerida pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com apoio da Secretaria Municipal da Saúde de Araguaína, os criadouros do mosquito que estão cheios de ovos podem eclodir já na primeira chuva.

“A dengue é uma doença que, em geral, evolui sem complicações na maioria das pessoas. Porém, existe um percentual importante que apresenta o tipo hemorrágico e que precisa de cuidados hospitalares para reduzir as chances de morte”, explica. 

Ainda de acordo com o especialista, uma pessoa pode se contaminar até quatro vezes ao longo da vida. “Existem quatro sorotipos do vírus da dengue, então, ter sido diagnosticado com a doença em algum momento não impede de contrair os outros tipos”, complementa.

O médico também comenta que infecções recorrentes e com pouco tempo entre uma e outra podem aumentar as chances de desenvolver complicações. “Tem-se mapeado que os sorotipos que circularam ano passado provocam mais complicações em pessoas que já tiveram dengue alguma vez na vida e nos mais jovens, já que têm baixa proteção natural para combater”, pontua.

Casos suspeitos 

O Dr. João Paulo Suleiman, médico clínico geral e diretor técnico da UPA de Araguaína, revela que, durante todo o ano de 2024, a unidade atendeu 1.076 casos suspeitos de dengue, enquanto que, de janeiro a agosto deste ano, já foram atendidos mais de 900 casos. 

Portanto, os pacientes com suspeitas de dengue precisam de cuidados emergenciais, principalmente com relação à hidratação, segundo o Dr. Suleiman. “Não existe remédio para curar a dengue. É preciso esperar que o corpo faça o trabalho de combater o vírus, mas podemos trabalhar nos sintomas e na reidratação do paciente, que é um dos maiores motivos de má evolução do quadro”, orienta.

O diretor também relata que os sintomas iniciais da dengue são muito confundidos com a gripe, mas a febre alta e dor no corpo são quadros que ajudam a fazer o diagnóstico diferencial.

“Na conduta clínica, falamos muito que a dengue é mais perigosa quando os sintomas estão na fase final. Então, quando o paciente chega na UPA com sinais de gravidade da doença, os sinais clássicos já foram embora. Por isso, é fundamental que ele saiba relatar o ocorrido ao clínico para iniciar com as condutas adequadas”, ressalta o generalista. 

Medidas preventivas

Entre as principais medidas preventivas estão a eliminação dos criadouros do mosquito, uso de mosquiteiros e telas de proteção, além de uso diário de repelentes. “O paciente que está com suspeita de dengue também precisa fazer uso de repelente como medida de proteção para as pessoas que dividem a casa com ele. Ele passa a ser o hospedeiro do vírus. Isso significa que, se um mosquito Aedes Aegypti que não está contaminado picar o hospedeiro, então passa a ser um mosquito contaminado e um risco para quem está ao redor”, explica o Dr. Tobias. 

O infectologista esclarece ainda que a dengue deve ser tratada pela população como uma doença grave. “A dengue é transmitida única e exclusivamente pela picada de um mosquito contaminado em alguém que não tem imunidade natural. Em qualquer caso suspeito de dengue, deve-se fazer o monitoramento dos sintomas mesmo quando o quadro está melhorando. E em qualquer sinal de piora, a busca por atendimento deve ser feita com urgência”, complementa.

E finaliza com um alerta: “Não existe faixa etária mais propensa a desenvolver quadros graves. Por isso, quanto mais cedo atuamos na prevenção, menos deixamos a população vulnerável à dengue”.

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