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Visando um ambiente de trabalho mais seguro e equilibrado, HEDA promove ações de saúde mental e bem-estar após Avaliação de Riscos Psicossociais com os colaboradores
O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, apresentou aos seus colaboradores os resultados da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), realizada com foco na identificação de riscos psicossociais relacionados ao ambiente e à organização do trabalho.
A iniciativa do hospital, gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), busca compreender os fatores que podem influenciar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos profissionais. Nesse sentido, a participação dos colaboradores foi fundamental para identificar os aspectos positivos e as oportunidades de melhoria.
“Essa avaliação nos permite compreender melhor as necessidades das equipes e planejar ações mais efetivas de acolhimento, capacitação e integração”, afirma Julianne Cunha, coordenadora de Recursos Humanos do HEDA. “Com esse levantamento, passamos a contar com um importante termômetro, que será monitorado periodicamente e fortalecido por meio do planejamento e da execução de ações direcionadas aos pontos que precisam ser aprimorados. Nosso objetivo é fortalecer um ambiente em que os colaboradores se sintam valorizados, respeitados e apoiados no desenvolvimento de suas atividades”, pontua.

Com base nos resultados, o HEDA passa a elaborar um plano de ação que prevê o desenvolvimento do programa Sinta-se Bem, capacitações sobre saúde mental, inteligência emocional e manejo do estresse, além da realização de reuniões periódicas entre a gestão e as equipes.
Além disso, os riscos identificados serão acompanhados periodicamente por meio de novas pesquisas e análises, possibilitando a avaliação dos resultados e o aprimoramento contínuo das estratégias adotadas.
Pontos positivos e de atenção
Entre os pontos positivos apresentados pela avaliação estão o ambiente respeitoso, o bom relacionamento profissional, o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, a distribuição adequada das atividades, o suporte das lideranças, a clareza das responsabilidades e as oportunidades de desenvolvimento.
O levantamento também destacou a boa comunicação institucional, o reconhecimento profissional, o sentimento de pertencimento, o bem-estar emocional, a satisfação com o trabalho e a percepção dos colaboradores sobre a importância das funções que desempenham.
Como ponto de atenção, a avaliação identificou as exigências cognitivas relacionadas à atenção, à memória, ao raciocínio e à tomada de decisões. Isso porque, quando excessivas, essas demandas podem provocar sobrecarga, estresse e fadiga mental, além de aumentar a possibilidade de erros durante a execução das atividades.
Benefícios para todos
A avaliação dos riscos psicossociais não analisa individualmente a personalidade, o comportamento ou a saúde mental dos colaboradores. O objetivo é avaliar como o trabalho está organizado e identificar oportunidades de melhoria que beneficiem toda a equipe.
“Os riscos psicossociais estão relacionados à forma como o trabalho é organizado e às demandas presentes na rotina profissional”, destaca Rosylana Rocha, engenheira de Segurança do Trabalho do HEDA. “A identificação desses fatores é essencial para orientar medidas preventivas, reduzir possíveis sobrecargas e promover um ambiente de trabalho mais saudável, seguro e equilibrado para todos”, acrescenta.
Também estão previstas ações de acolhimento e suporte emocional, divulgação de oportunidades de capacitação, atividades de integração entre as equipes multiprofissionais e o monitoramento de afastamentos relacionados a fatores psicossociais.


